As
agroindústrias de Santa Catarina já começam a calcular o aumento
previsto para a exportação de carne suína. Isto porque frigoríficos
catarinenses aguardam, para esta semana, a divulgação das unidades que
poderão a voltar a exportar carne suína para a Rússia.
Mas a Coopercentral Aurora já faz as contas: espera elevar
as exportações de 20% para 30% do total abatido. Desde dezembro de
2005, Santa Catarina teve seus embarques suspensos, devido a focos de
aftosa no Mato Grosso do Sul e Paraná. Os catarinenses, por serem
vizinhos, foram prejudicados. O diretor-executivo do Sindicato das
Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarnes),
Ricardo Gouvêa, afirmou que o Ministério da Agricultura auditou 11
unidades e encaminhou nove para apreciação dos russos.
O presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster,
está otimista. A agroindústria tem duas unidades em Chapecó que poderão
retomar os embarques para a Rússia. Numa delas são abatidos 4,6 mil
suínos por dia e, em outra, 1,8 mil. Atualmente a Aurora exporta pela
unidade de Sarandi (RS), que abate 1,7 mil por dia.
Frio intenso ajuda a puxar vendas no mercado interno
Lanznaster disse que somente a notícia de reabertura do
mercado russo, aliado ao frio, já trouxe reflexos positivos no mercado
interno. O quilo de carcaça que era vendido para os supermercados por
R$ 2,80 voltou a ser comercializado acima de R$ 3,50 na semana passada.
– Há sinais de recuperação.
Tanto que a partir de hoje, o preço do suíno vivo pago ao
produtor em Santa Catarina deve aumentar R$ 0,10, passando de R$ 1,65
para R$ 1,75.
Ele só espera que notícias como um foco de peste suína
clássica registrada no Maranhão não atrapalhem a recuperação das
exportações.
Lanznaster e Gouvêa disseram que a retomada para a Rússia
é importante, mas ainda há uma briga para aumentar a cota brasileira,
que é de 170 mil toneladas. Sem esse aumento, os catarinenses terão de
dividir a cota com o RS. Se houver aumento, o Brasil venderia ainda
mais.
A expectativa do presidente do presidente da Associação Catarinense
dos Criadores de Suínos, Wolmir de Souza, é de um acréscimo de 100 mil
toneladas nos embarques com a retomada de Santa Catarina.